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Desconto Racional e o Desconto Comercial

Desconto Racional ou por dentro, o valor presente é o somatório da diferença de cada valor futuro reduzido da respectiva parcela correspondente aos juros: VP = ∑ VFn – Jn).  Esse tipo de desconto se ampara no raciocínio e respeita as regras usadas no regime de capitalização simples para o cálculo de juros. - utiliza o valor presente para o cálculo dos juros Desconto comercial ou por fora -  é aplicado, geralmente, quando o detentor de um título de crédito necessita transformá-lo em dinheiro antes da data do vencimento.  No desconto comercial uma taxa, chamada taxa pré ou taxa de desconto é aplicada sobre o valor final ou nominal do título, no prazo que decorre desde a transação de desconto até o vencimento do título. - toma o valor futuro como base de cálculo dos juros  O desconto comercial e o desconto racional podem produzir taxas substancialmente diferentes. No entanto, as taxas relevantes para a tomada de decisão, uma vez que estão amparadas no conceito...

Juros Simples

Na capitalização simples, em todos os períodos financeiros, a taxa de juros incide somente sobre o capital inicial. capital inicial, C, aplicado durante n períodos à taxa i por período.  De acordo com a definição do regime de capitalização simples, a taxa de juros efetiva incidirá em todos os períodos apenas sobre o capital.  O valor do juro, J, será, portanto, correspondente a cada um dos períodos financeiros e será igual para todos os períodos.  O montante, VFn, será o resultado da soma do juro correspondente ao período n ao capital inicial e ao somatório de juros capitalizados nos períodos anteriores a n.  𝑱= i. Cn  𝑽𝑭𝒏 = 𝑪 + 𝒏𝑱  𝑽𝑭𝒏 = 𝑪 + 𝒏 iC  𝑽𝑭𝒏 = 𝑪 (𝟏 + 𝒊𝒏) Valor Futuro (VFn) Muda ao Fim de Cada Período A transformação das taxas nominais em taxas efetivas tem como condicionante que a aplicação de ambas as taxas a um mesmo capital por um mesmo intervalo de tempo resulte em um mesmo montante VFn  =>Esse é o conceito de...

Capitalização Discreta e Contínua

Capitalizações discretas  ou descontínuas => são  caracterizadas pela incorporação dos juros ao capital em intervalos discretos do tempo: por exemplo dias, meses, anos etc.  É conveniente para devedores e credores.  O uso consagrou a regra de determinar os valores dos juros em instantes equiespaçados – ou quase – no tempo.  Capitalização contínua se supõe que os juros são capitalizados e pagos em intervalos infinitesimais de tempo. Após um período infinitesimal de capitalização, acredita-se que o capital tem os juros incorporados e esse novo capital passa a ser a base para receber os juros do próximo período. 

A Taxa Básica de Juros- Selic

Taxa Selic é a taxa de referência de juros do nosso país, é a chamada taxa básica de juros.  O Banco Central atua diariamente no mercado de dinheiro de tal forma que as taxas de juros praticadas por instituições financeiras em operações para tomar ou aplicar dinheiro com títulos públicos por um dia estejam próximas a um determinado nível pré definido. A concessão de empréstimos com taxas iguais ou menores que a taxa Selic são, portanto, inviáveis economicamente para os bancos.  A taxa Selic também é o custo de oportunidade para a avaliação da alocação de recursos por agentes não financeiros.  Inflação é a alta frequente e generalizada dos preços de bens e serviços da economia.  A inflação é um elemento de grande preocupação para os  que decidem poupar parte de sua renda para consumir mais que seus ganhos no futuro.  A preocupação ocorre porque a subida dos preços pode impedir que se adquira no futuro, usando os recursos poupados, os bens e serviços os quais...

Capital ou capital , Juro e Taxa de Juros

Capital ou capital inicial - é a quantia que se aplica (tratar de um investimento) ou que se toma emprestado ( empréstimo).  O capital também pode ser chamado de valor principal ou de valor presente. Em geral no fluxo de caixa,  o capital inicial é representado por C ou por PV.  Juro, portanto, é o rendimento, expresso em reais, obtido ou pago, por quem aplicou ou tomou emprestado uma certa quantia.  Quando o juro é dividido pelo valor do capital, é calculada uma taxa, chamada de taxa de juros.   J = valor calculado para o juro do período t  i =  taxa de juros  - A taxa de juros deve ser sempre referida a um período Taxas de juros sem a devida unidade de tempo é um erro grave, pois impede que se proceda qualquer análise financeira  • a.d. ou ad = ao dia • a.m. ou am = ao mês • a.b. ou ab = ao bimestre • a.t. ou at = ao trimestre • a.q. ou aq = ao quadrimestre • a.s. ou as = ao semestre • a.a. ou aa = ao ano Custo de oportunidade pod...

Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa DFC pode ser desenhado do ponto de vista do credor (dono do dinheiro) ou do ponto de vista do devedor (quem toma o dinheiro emprestado. Os sinais dos fluxos de caixa deverão ser positivos ou negativos, representando, respectivamente, entradas ou saídas de dinheiro. O fluxo de caixa pode ser facilmente gerado a partir das funções gráficas de planilhas eletrônicas.  O valor único nada mais é do que o somatório de todos os fluxos em um único instante. Mas para fazer essa soma todos os fluxos precisam ser convertidos para o instante escolhido, medidos assim “a valores” do instante escolhido. Dessa forma se garante que os valores a serem somados estejam expressos na mesma unidade. O instante de referência é chamado de data focal. Quando a data focal definida é uma data futura, chama-se o valor único que representa o fluxo de caixa de valor futuro na data focal considerada. Quando a data focal é estabelecida na data 0, o valor único é chamado de valor atual na data zero ou...

Dinheiro

Forma de moedas ou de cédulas  Usado para troca de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras.  É emitido e controlado pelo governo de cada país. A moeda é uma mercadoria de aceitação geral, sendo, portanto, a facilitadora das trocas da economia;  Unidade de valor (conta): é preciso exprimir o valor de troca das mercadorias em termos de uma unidade comum qual seja o padrão monetário.  É o que permite a existência dos sistemas de preços.  Assim, tal função fornece o padrão para que as demais mercadorias expressem seus valores;  Pode também servir como reserva de valor: no momento em que o indivíduo recebe moeda, cabe a ele a possibilidade de gasta-lo num futuro mais ou menos próximo.   A parte não gasta imediatamente se caracterizará como uma poupança, o que permitirá que se tenha gastos maiores que os recebimentos em momentos futuros.  Taxa de Crescimento do Produto Interno Bruto (ou PIB) – é ...

Taxas e indexadores do Mercado Financeiro Nacional

Taxas e indexadores do  Mercado Financeiro Nacional Juros s ão a rentabilidade dos investimentos ou o custo dos empréstimos  expressos em taxas.  Taxas de juros são expressas em porcentagem por unidade de tempo.  As taxas servem para realizar  as comparações das rentabilidades ou custo dos empréstimos sem que seja necessário possuir os valores iniciais e finais das operações.  A comparação de taxas somente requer que elas estejam expressas na mesma unidade de tempo. Pré-fixada. N o momento da contratação se tem o conhecimento dos valores em reais que deverão ser devolvidos numa operação de investimento ou empréstimo.  Pós-fixada-  quando  não se tem conhecimento antecipado das variações do índice definido para corrigir os valores, não se pode saber no momento da contratação os valores que serão devolvidos no vencimento da operação.  Quando é prevista a atualização dos valores na mesma proporção que algum indicador.  Pelo fato da ta...

Previdência Complementar

Previdência Complementar Entidades Fechadas de Previdência Complementar  São operadoras de plano(s) de benefícios, constituídas na forma de sociedade civil ou a fundação, e sem fins lucrativos.  Entidades Abertas de Previdência Complementar  Entidades que têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário concedido em forma de renda continuada ou pagamento único.  A diferença é que a aberta é acessível para qualquer pessoa física, enquanto as entidades fechadas exigem alguma regra, como por exemplo o beneficiário deve ter que possuir vínculo com alguma instituição patrocinadora da entidade de previdência complementar.

Bolsas de valores e Bolsas de mercadorias e futuros

Bolsas de valores  São sociedades anônimas ou associações civis.  Tem o  objetivo de manter local ou sistema adequado ao encontro de seus membros e à realização entre eles de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliário, em mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e pela Comissão de Valores Mobiliários. Possuem autonomia financeira, patrimonial e administrativa. Bolsas de mercadorias e futuros  São associações privadas civis.  Objetivo de efetuar o registro, a compensação e a liquidação, física e financeira, das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico.  Devem desenvolver, organizar e operacionalizar um mercado de derivativos livre e transparente, que proporcione aos agentes econômicos a chance de efetuarem operações de hedging (proteção) ante flutuações de preço de commodities agropecuárias, índices, taxas de juro, moedas e metais, bem como de todo e qualquer instrumento ou variável macr...

Sistema Financeiro Nacional

Sistema Financeiro Nacional Economia é a aplicação  de recursos escassos entre fins alternativos.  Variáveis Econômicas são fatores qualitativos ou quantitativos relacionados à economia.  Agente Econômico  é todo elemento que é impactado e cujas decisões influenciam as variáveis econômicas. EX. são pessoas, empresas, governos, entidades sem fins lucrativos, Participantes ou agente do mercado financeiro é todo agente econômico que atue ou tenha interesse em atuar na alocação de recursos financeiros, ou seja, cujas decisões possam influenciar ou ser influenciadas pelas variáveis financeiras. Mercado Financeiro reúne toda a atividade que envolva fornecedores e tomadores de recursos financeiros, assim como agentes intermediadores e autoridades regulatórias. Agentes econômicos participam do mercado-  Depósitos em conta corrente; Depósitos em caderneta de poupança; Certificados de Depósito Bancários, ou depósito à prazo; Títulos públicos; Ações; Fundos de Investimen...

Controladoria

Controladoria   A Controladoria - área de Ciências Contábeis - responsável pelo controle orçamentário e administrativo da empresa. Evolução da Contabilidade, pois além das questões contábeis e econômicas, trabalha continuamente a administração. A área pode ser vista diante de duas perspectivas segundo o livro Controladoria: Um Enfoque na Eficácia Organizacional. 1º “ área do conhecimento que se apropria de conceitos de outras ciências sociais ( … ) com o propósito de facilitar o controle da gestão empresarial ” . 2º área administrativa que utiliza de diversos conhecimentos para apoiar e monitorar as outras áreas de uma empresa no   processo de gestão organizacional. Neste caso, centraliza-se em um ú nico setor a responsabilidade da geração de informações para o auxílio nas tomadas de decisões. De modo geral - o papel da Controladoria está em organizar e controlar a gestão econômica e administrativa, com o objetivo de alcançar suas metas e melhorar os resultados. ...

INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA   Seja qual for seu ramo de atuação ou mesmo sua modalidade de tributação (Lucro Presumido, Lucro Real ou Simples Nacional), é obrigat ó rio fazer o balanço financeiro e pagar todos os impostos que incidem sobre ela. E esse é o trabalho da Contabilidade Tribut á ria. Contabilidade tribut á ria é uma especialização das ci ê ncias cont á beis, respons á vel pela administração e controle de tributos dentro de empresas e organizações. Esse ramo profissional é importante para a sa ú de financeira de empresas de todos os portes e torna-se ainda mais essencial para companhias enquadradas nos regimes tribut á rios de Lucro Real e Lucro Presumido. A contabilidade tribut á ria se apropria de conhecimentos do direito tribut á rio para aplicar a normatização à s atividades e operações da empresa em que atua. Al é m disso, utiliza tamb é m conceitos da economia para realizar an á lises de mercado. Trata-se de uma tarefa que inclui planej...

NOÇÕES DE PERÍCIA CONTÁBIL

NOÇÕES DE PERÍCIA CONTÁBIL   Per í cia é a aplicação do conhecimento humano com a finalidade de desvendar algo que não est á evidente, mostrar o que não est á claro para quem est á analisando, julgando aquilo que est á em discussão entre duas ou mais partes. Assim, a per í cia é encontrada em todos os ramos do conhecimento, quer seja das ci ê ncias exatas, quer seja das ci ê ncias humanas. Nas ci ê ncias humanas, a per í cia afunilou para a á rea da Contabilidade, sendo uma de suas especialidades e tendo como foco auxiliar a justiça, uma função considerada das mais importantes. A per í cia pode se desenvolver nas organizações em geral tanto no âmbito judicial como no extrajudicial. E tamb é m pode ser aplicada à s pessoas naturais visando resolver lit í gios de qualquer esp é cie.   O que é per í cia cont á bil? Segundo a Norma Brasileira de Contabilidade (NBC TP 01), per í cia cont á bil é o conjunto de procedimentos t é cnicos que tem como objetivo a ...